Grupos isolados de pinheiros que resistiram aos fogos de 2003. Esperemos que este ano nada de grave aconteça.
Mata Nacional de Leiria, Marinha Grande
Numa zona onde há 30 anos abundavam as barracas e outras construções ilegais, contribuindo para a degradação das dunas, existe hoje um habitat dunar natural e povoado por espécies autóctones. O seu contributo é de uma extrema importância na fixação das dunas funcionando como primeira linha de defesa contra o vento, o avanço do mar e a própria areia. São vários os tipos de vegetação dunar que ocorrem em duna primária: a Assembleia-das-areias (Iberis procumbens) e o Estorno (Ammophila arenaria) são apenas uma pequena amostra das mais de 17 espécies que aqui podem ser encontradas.
Samouco, Dunas da Mata Nacional de Leiria
Praia da Concha, S. Pedro de Moel
Silhuetas após o pôr-do-sol
Mata Nacional de Leiria
O problema de se seguir uma tempestade é que nada é previsível. Em fenómenos atmosféricos deste tipo, as condições atmosféricas mudam constantemente, alterando o percurso inicial da tempestade. Por questões de segurança, deve ser sempre mantida uma distância aceitável ao núcleo da trovoada, sendo esta mais segura se estivermos pelo menos a 10km do seu centro. A busca por imagens nem sempre é satisfatória. São coisas deixadas um pouco ao acaso de acordo com o local que se encontra. Após ter saído de casa no início da trovoada, acabei por fazer 200 km numa noite para conseguir apenas uma foto aceitável, 4 horas depois de ter começado.
Ilha da Murraceira, Figueira da Foz
Amendoeiras em Flor - Flowering Almond Trees
Aldeia de Almofala, Parque Natural do Douro Internacional
Mais uma moldura
Ponto da Crastinha, Mata Nacional de Leiria
Muros de protecção das raízes de Oliveiras - Containment walls for the roots of Olive trees
Escalhão, Parque Natural do Douro Internacional
Estive nos últimos dias no Alentejo a fotografar para o projecto Gigantes da Floresta. Esta é a altura do ano em que mais gosto de me deslocar ao Sul. O ar está perfumado e as temperaturas são as mais agradáveis para esta altura do ano. Como faço em todas as minhas viagens e para que tudo corra bem, planeio ao pormenor todas as deslocações, os locais onde tenho de ir, as horas, as refeições, o local ou locais onde dormir, a posição da Lua, a hora do nascer e pôr do Sol, etc. Mas caso alguma coisa corra mal, é sempre útil ter um plano de contingência. Marco sempre locais extra, caso não seja possível aceder a determinados zonas programadas inicialmente ou não encontre o que pretendo. Dá sempre jeito, porque em alguns casos são as únicas coisas que temos para fotografar.
Fernando e Passos, Avis
São apenas 3 os postos de vigia ainda no activo na Mata Nacional de Leiria: Ponto do Facho, Ponto Novo e Ponto da Crastinha. Originalmente, quando foram construídos em 1936, todos possuíam uma casa de apoio onde os vigilantes residiam durante o período em que os postos funcionavam. Hoje apenas funcionam as torres de vigia, sendo que apenas uma possui ainda a casa original, ainda que seja apenas uma memória de outros tempos.
A sua construção em alvenaria provou a resistência ao tempo. São um marco na paisagem e um elemento cénico na floresta servindo de miradouro aos muitos que os procuram mas também para observação astronómica.
Posto de vigia da Crastinha, Mata Nacional de Leiria, Marinha Grande
No topo das arribas de S. Pedro de Moel.
S. Pedro de Moel, Marinha Grande
Olival na Fórnea
Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros
Numa rara noite em que vários factores se conjugaram: maré baixa, Lua no perigeu e a iluminação da marginal de S. Pedro de Moel, desligada!
Praia da Concha, S. Pedro de Moel
Amendoeiras em flor
Parque Natural do Douro Internacional
Apenas uma brincadeira!
A natureza toma conta de velhas ruínas. Lentamente e aos poucos os vestígios deixados pelo homem vão desaparecendo.
Mata Nacional de Leiria, Marinha Grande
Pinhal do Rei, Marinha Grande
Acontece-me várias vezes. As condições estão perfeitas para fazer a foto que penso. Preparo todo o material e saio para o campo. Quando chego ao local, monto todo o material de que preciso e numa caso de uma exposição longa, preparo-me para uma igual espera. Tinha planeado uma exposição de duas horas mas 10 minutos depois de ter iniciado a exposição, apareceram umas nuvens nem sei bem de onde. Aos 45 minutos, acabou a exposição pois só havia nuvens mesmo por cima de mim. Nem sempre tudo corre bem e esta foi mais uma daquelas ocasiões em que temos de tirar o melhor proveito de uma situação que não está a nosso favor. Há que vencer as adversidades para irmos avançando.
Pinhal do Rei, Marinha Grande
Tinha alguma expectativa em ver qual seria a adesão a um encontro deste género onde se fala e se mostra fotografia de natureza. O painel de oradores era diverso e sendo uns menos conhecidos e outros mais, a qualidade marcou presença do princípio ao fim. Para minha surpresa, a sala encheu e o entusiasmo era visível em todos. E tudo organizado apenas por uma pessoa e com o apoio de uma autarquia do interior, da qual pouco se ouvia falar. Vouzela fica agora no mapa da fotografia de Natureza. A prova viva de que não é preciso centralizar para que eventos destes possam vingar. Basta ter qualidade e um público que corresponda. Quanto á comunidade de fotógrafos e entusiastas de fotografia de natureza, correspondeu em força ajudando assim a que a fotografia de natureza em Portugal ganhe mais expressão. Vamos agora aguardar pelo próximo. Parabéns ao João Cosme que tudo fez para que este evento se torna-se numa coisa: Sucesso!
A apresentação do projecto Gigantes da Floresta foi bem recebida pelo público. Agradeço a todos os que tiveram a paciência para me ouvir e que no final ainda vieram ter comigo para saber mais alguma coisa sobre árvores notáveis.
O painel de oradores, composto por fotógrafos profissionais e amadores, enriqueceu as apresentações num encontro onde a natureza teve todo o destaque que merece.
É já neste Sábado que se vai realizar o 1º Encontro de Fotografia de Natureza e Vida Selvagem em Vouzela. A variedade das apresentações é grande e extensa. Uma excelente oportunidade para poder apreciar a fotografia de natureza nos seus vários estilos. Lá estarei para apresentar o meu projecto Gigantes da Floresta. Apareçam e tragam um amigo... ou amiga.. ou os dois. Veja mais informações aqui.
Programa:
14h15 - Cerimónia de abertura pelo Dr. Telmo Antunes, Presidente do Município de Vouzela
14h30 - Filipe Silva - Falkland Islands - Retalhos de uma expedição
14h50 - Ricardo Lourenço - Fotografar em abrigo flutuante
15h10 - Luís Ferreira - Macaronésia Selvagem
15h30 - Dinis Cortes - Fotografia de aves - Uma experiência pessoal
15h50 - João Nunes da Silva - Fotografar natureza em Portugal e Espanha
16h10 - Ricardo Guerreiro - Ângulos Complementares
16h30 - Pausa para Café
16h50 - Wildlife Moments
17h10 - João Cosme - Natureza Íntima
17h30 - Gonçalo Lemos - Gigantes da Floresta
17h50 - Luís Quinta - SW Alentejano e Costa Vicentina
18h10 - Colectivo de fotógrafos de natureza Portugueses
18h30 - Fim das apresentações