Menir da Meada, Castelo de VideDesde que comecei nisto da fotografia nocturna, já lá vão muitos anos, sempre me acompanhou uma velha lanterna que me habituei a usar de várias maneiras. Ao início, houve muita experimentação, demasiada luz ou muito directa. Depois vieram os testes com a cor, e os tempos de iluminação. Uma lanterna normal, das que se vendem nas lojas, não possui propriamente um controle de tempo de exposição. Tem um botão para ligar e desligar e mais nada! Aprendi ao longo do tempo a saber quando ligar e quando desligar, a que distância iluminar e para onde apontar, Se é directa, reflectida ou difusa. Hoje em dia, já não ligo muito a isso. Acontece tudo muito naturalmente. São raras as vezes em que não consigo iluminar como quero à primeira vez. Foi desde à muitos anos, é e será um acessório absolutamente indispensável nas minhas fotos.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Controlar a luz
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Na praia.. há milhões de anos!
São tantas as imagens que posso fazer que mesmo assim fico sempre com a sensação de que ainda não tenho a imagem que queria. Fotografa-se de manhã, de tarde, de noite e até de madrugada. Sob nevoeiro e mesmo sob chuva, com vento e frio, todas as condições são válidas para se obter uma imagem. A nível científico, ouvimos tanta coisa, lemos tanta coisa e perguntamos tanta coisa que o mais difícil é manter-mo-nos isentos, longe de qualquer opinião que possamos ter. Mas tudo isto tem um propósito: informar com rigor o que se passou, passa e irá passar. Visitei a pedreira do Cabeço da Ladeira muitas vezes e sempre fiquei fascinado com o que via. Influenciado pelo que se tem passado na costa de S. Pedro de Moel, onde os fósseis de amonites são sacados de qualquer maneira, confesso que receei a "subtracção" dos fósseis. No dia seguinte a ter fotografado este ouriço, voltei ao local e apenas estava lá o sítio, Pergunta aqui, email acolá e lá acabei de saber que o fóssil tinha sido retirado pelos técnicos do PNSAC e LNEG para preservação futura. Voltei a encontrá-lo mais tarde, agora no laboratório do Museu Nacional de Geologia, analisado ao mais ínfimo pormenor por mão hábeis e experientes.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Dark Sky Noudar
O céu de Barrancos faz parte da reserva Dark Sky Alqueva desde Dezembro de 2011 e possui dos céus mais escuros que já vi em Portugal. Apenas como nota de rodapé, estive uns dias depois na Dark Sky Party em Monsaraz, onde o céu era absolutamente decepcionante. A poluição luminosa era tal que usando os mesmos parâmetros que usei em Barrancos, a imagem mostrava um laranja dominante, originado pelas lâmpadas de sódio de alta pressão da iluminação pública. Não basta ser reserva Dark Sky. É necessário igualmente preservar o céu e procurar maneiras de reduzir ao máximo a poluição luminosa. Talvez neste site encontrem algumas dicas.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Alqueva em fim de tarde
Depois de vários dias no Alentejo onde o céu apenas se apresentava limpo e sem nuvens, o que até era bom para a fotografia nocturna, apareceram algumas nuvens a alegrar os céus alentejanos. Depois de estudar um acesso a um dos muitos braços de água criados pela barragem do Alqueva, desloquei-me antes do pôr-do-sol para tentar fazer algumas imagens de paisagem. No fim fui presenteado com um céu fantástico como não via há muito!
Barragem do Alqueva, Mourão
domingo, 10 de agosto de 2014
Olhar para a vizinhança
domingo, 3 de agosto de 2014
É preciso trabalhar para ter sorte!
Quando me iniciei na fotografia de mamíferos nocturnos, tinha algumas ideias do que podia correr mal (geralmente, são as primeiras coisas em que se pensa!) mas ideias muito concretas sobre o que queria fazer: fotografar Gineta com grande angular e em especial a Gineta que eu ocasionalmente via nas minhas incurssões nocturnas pela Mata Nacional de Leiria. No total, passei quatro meses no mesmo local. Bem, não dormi lá mas deslocava-me todos os dias para ver, estudar, alimentar e fotografar um dos mamíferos mais discretos da fauna nocturna nacional. Durante esse tempo, identifiquei a hora de passagem e qual o percurso que o animal fazia todas as noites, montei o equipamento e esperei a cerca de 70m com um sistema de visão nocturna para perceber se o animal entrava por onde queria. Durante essas esperas tive situações hilariantes e outras em que ao desmontar o equipamento, ficava perto de mim, a cerca de 3m a observar os meus movimentos.
As primeiras fotos são sempre uma grande emoção mas regra geral, são lixo. Havia que insistir e a práctica faz a perfeição. Consegui o que queria ao fim de um mês e embora o objectivo tivesse sido alcançado, queria ir um pouco mais além e saber o quão próximo me conseguia aproximar do animal. Agora o objectivo era um retrato com grande angular, a cerca de 20cm da Gineta. Fui na noite seguinte, fiz duas fotos e nunca mais lá voltei. Se calhar tive sorte!
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Não te esqueças do chapéu!
Já por várias vezes aqui referi que a altura que mais gosto para fotografar a Lua é quando esta tem apenas dois dias de idade. Não é só por motivos fotográficos mas igualmente porque quando se aponta o telescópio, conseguem-se observar com muito mais nitidez todos os detalhes de crateras e outras características, principalmente na zona do terminador, a zona de transição entre a luz e a sombra.
Dá-me imenso prazer fazer rastos de estrelas mas um rasto de Lua oferece uma dificuldade ainda maior. Uma imagem deste tipo, demora algum tempo a planear. Desde a busca do local até à hora exacta, falamos de vários dias de planeamento. O local tem de ser calculado ao metro, porque mais um metro ao lado e a composição não resulta como queremos, invalidando toda a preparação feita. A escolha da lente, da abertura, do ISO e da distância focal precisam de ser feitas cuidadosamente para que nada falhe. Uso esta técnica à já alguns anos, 9 para ser mais preciso, e custou um pouco a desenvolver. Foram muitas tentativas, com muitos insucessos e alguns resultados satisfatórios. A fotografia em si, tem uma exposição de 55 minutos num único frame mas o tempo total de execução tem mais de 3 horas, desde a preparação, deslocação, montagem do equipamento e afinação dos parâmetros da máquina mas o mais curioso é que nada disto seria possível sem um simples chapéu!
domingo, 4 de maio de 2014
MYN Style at night
Nestas noites que se adivinham quentes durante os próximos meses, as várias espécies de borboletas nocturnas, (ordem Lepidoptera) lançam-se num frenesim de procura de par para acasalar e perpetuar a espécie. Existem aproximadamente 160.000 espécies e muitas destas ainda estão por descobrir.
Em mais uma iniciativa do grupo Borboletas Nocturnas da Marinha Grande, nesta saída nocturna que se prolongou até ás 4 da manhã, aproveitei para aplicar o estilo Meet Your Neighbours, e fotografar estas belas borboletas. No painel encontram-se 23 espécies diferentes, todas fotografadas na mesma noite, e igualmente um representante de cada uma das espécies arbóreas (Pinheiro bravo;Pinus pinaster e Carvalho Roble; Quercus robur) e mais comuns na zona de observação.
Mata Nacional de Leiria
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Mar de nuvens
Procurava à muito, fotografar um mar de nuvens. Este tipo de fenómeno apenas é possível em locais de grande altitude sendo as ilhas os locais mais comuns para a sua observação. Em Portugal continental, um dos locais onde este é observável, é o ponto mais alto da Serra da Estrela. Tive a oportunidade de ver as condições a serem criadas à minha frente. Acima de mim, um céu fantástico, como não via há muito, e por baixo um mar de nuvens imenso, sem fim, pontilhado pela luminosidades das várias povoações.
Parque Natural da Serra da Estrela
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Céu alentejano
Parque Natural da Serra de São Mamede
quinta-feira, 27 de março de 2014
COSMOS
Comos é sem dúvida a série televisiva de maior audiência de todos os tempos. Notável é a maneira como chegou a mais de 500 milhões de espectadores, levando a ciência a todos através de um cientista tão carismático como foi Carl Sagan. Vi-a quando estreou em Portugal, no ínício dos anos 80 e lembro-me que me marcou profundamente. Carl Sagan era para mim um ídolo pela maneira como comunicava, como falava e como transmitia o seu conhecimento. Aguçou a minha curiosidade e mudou a minha maneira de pensar. Comprei o livro e já o li 5 vezes e possuo em DVD a primeira edição da série. A minha curiosidade por tudo, mas principalmente pela noite e pelas estrelas vem desde os meus 12 anos.
Agora, em 2014 ai está de novo um remake desta tão bem sucedida série apresentada por um igualmente carismático cientista como é Neil deGrasse Tyson. A série continua bem feita, actual e com o mesmo espírito acutilante que Carl Sagan imprimiu. Cosmos - A space odissey, transporta-nos através do universo maior e menor na nave da imaginação, onde viajamos ao mesmo tempo pelo espaço e pelo conhecimento.
Todas as segundas, ás 23h no National Geographic Channel.
Agora, em 2014 ai está de novo um remake desta tão bem sucedida série apresentada por um igualmente carismático cientista como é Neil deGrasse Tyson. A série continua bem feita, actual e com o mesmo espírito acutilante que Carl Sagan imprimiu. Cosmos - A space odissey, transporta-nos através do universo maior e menor na nave da imaginação, onde viajamos ao mesmo tempo pelo espaço e pelo conhecimento.
Todas as segundas, ás 23h no National Geographic Channel.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Jóias
Algures entre Portimão e Lagos
domingo, 12 de janeiro de 2014
A caminho de Vouzela
Ir a Vouzela em Janeiro, já começa a ser um hábito.Apesar das pequenas dimensões da localidade, o evento que ali ocorre é de dimensão nacional. Falo, obviamente do Cinclus, Festival de Imagem de Natureza. Um evento que reúne em Portugal fotógrafos e cineastas de imagem de natureza e que é já uma referência no panorama nacional da fotografia. Ver e falar de fotografia, criar contactos e visitar os vários stands que ali apresentam livros e outros equipamentos relacionados com o evento serão igualmente motivos de interesse.
Dias 25 e 26 de Janeiro marque na sua agenda. A não perder!
sábado, 7 de dezembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Garganta do Erges
Canhões fluviais do rio Erges. Um rio selvagem que define durante 50 Km a fronteira Hispano-Portuguesa.
Segura, Parque Natural do Tejo Internacional
Segura, Parque Natural do Tejo Internacional
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Flamingos pintados
Não é meu hábito fotografar em cidades mas a fotografia nocturna não escolhe lugares. Longe da natureza, sinto por vezes alguma estranheza quanto à escolha do que devo ou posso fotografar. Decidi fazer umas imagens diferentes da cidade de Lisboa e de alguns dos seus marcos históricos e turísticos. Uma ponte não é bem aquilo a que eu esteja habituado a fotografar mas servem de consolação os flamingos lá pintados. A ver bem, a natureza está em todo o lado!
sábado, 21 de setembro de 2013
Workshop de Fotografia Nocturna
No
próximo dia 19 de Outubro, irá decorrer nas instalações da Galeria
Municipal, na Marinha Grande, mais um Workshop de fotografia nocturna.
Aqui poderá aprender técnicas fotográficas capazes de capturar imagens
em difíceis condições de luz.
Mais informações aqui.
Mais informações aqui.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Noites Europeias das Borboletas Nocturnas
No seguimento das sessões que se têm realizado por toda a Europa, também em Portugal são vários os grupos que organizam sessões para observação e catalogação das borboletas nocturnas. O grupo do Facebook "Borboletas da Marinha Grande" realiza durante este período 5 sessões de observação. As sessões são efectuadas em vários pontos distintos do concelho da Marinha Grande para assim se ter uma melhor ideia das espécies que por aqui habitam. Cada sessão é sempre uma lotaria. Pode-se prever que apareçam determinadas espécies mais comuns mas há algumas que são verdadeiros troféus. Foi o caso desta Laothe populi, que nos brindou com 3 exemplares. Um esfingídeo grande que atinge uma envergadura de 7 a 10cms e relativamente pesada para uma borboleta. Um prazer de ver e fotografar!
Margens do Rio Lis, Vieira de Leiria
Margens do Rio Lis, Vieira de Leiria
domingo, 7 de julho de 2013
Lugares únicos
Portimão
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Oportunidades
Nas várias saídas que faço em busca de locais para umas nocturnas, corro a linha de costa em busca de motivos que me agradem para fazer algumas fotos. Frequentemente espero pelo pós por-do-sol para que a luz e o céu adquiram algum dramatismo, voltando de noite. Junto à costa as oportunidades surgem de maneira diferente todos os dias com cada maré e toda a sua dinâmica. Nas zonas de praia onde a areia faltou e muito este ano, ficam a descoberto áreas rochosas que expõem formações e fósseis que de outra maneira seriam impossíveis de avistar.
Andar quilómetros de mochila ás costas compensa quando nada se planeia e tudo se espera.
Entre S. Pedro de Moel e Praia da Pedra Lisa
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