terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

S. Pedro de Moel


A característica silhueta da praia de S. Pedro de Moel vai-se tornando cada vez mais conhecida e fotografada. Essa é igualmente uma das razóes pela qual é cada vez mais difícil retratá-la. Ultimamente a praia tem ficado sem areia mas esta tem voltado lentamente dependendo apenas da dinâmica costeira. Numa semana ganhou 2 metros de altura em areia. Rochas que estavam visíveis a semana passada encontram-se agora debaixo de areia. Toda esta dinâmica oferece a cada dia que passa novas oportunidades fotográficas, novas perspectivas, mesmo que estas não se encontrem da maneira mais óbvia.
Numa saída para fotografar alguns fósseis ao fim da tarde acabei por ficar até bem depois do sol se pôr. No caminho de volta, uma aberta por entre as nuvens a iluminar S. Pedro. 15 minutos depois do sol se pôr.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Desde a passada sexta-feira, 8 de Fevereiro que foi lançado um site onde vários fotógrafos de natureza mostram o surpreendente mundo natural de Portugal. Portugal Natura é o seu nome e a publicação de imagens acontecerá a cada dois dias. Um local para visitar e partilhar.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sob a humidade

De hábitos principalmente nocturnos,as Salamandras-comuns (Salamandra salamandra) adoram a humidade. Procruram-na de noite para saírem das suas tocas e caçarem alguns insectos ou mesmo lesmas. Na Mata Nacional de Leiria, encontram-se com maior frequência junto a locais húmidos como as fontes naturais ou os vários ribeiros. Apesar de inofensivas para o homem, requerendo apenas algum cuidado depois de se manipularem, o que não é aconselhável, são objecto de repulsa pela maior parte das pessoas, devido á sua natureza viscosa e hábitos (quase) rastejantes.
Mata Nacional de Leiria

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

III Cinclus - Festival de Imagem de Natureza

Durante o próximo fim de semana, 26 e 27 de Janeiro, irei estar presente no III Cinclus - Festival de Imagem de Natureza em Vouzela. Irei fazer duas apresentações e contar ainda uma estória por detrás de uma imagem. Grande Angular Nocturna, Estórias por detrás da Imagem - Gineta e ainda Técnica em Fotografia Nocturna são as apresentações que irei fazer. Um palco dedicado à imagem de Natureza onde muito se aprende e muito se partilha e com um painel de convidados de excelência, incluindo fotógrafos internacionais.
A entrada é GRATUITA! Consulte o programa aqui.


 Grande Angular Nocturna

Estórias por detrás da imagem - Gineta

Técnica em Fotografia Nocturna

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Blog de bolso


A informação é tudo. Mais ainda quando cabe na palma da nossa mão. Hoje em dia é possível estar informado a qualquer momento do dia, de qualquer dia e em qualquer lugar.
Numa era digital em que quem não acompanha arrisca-se a ficar de fora, são várias as formas de difundir a informação.
Para que os visitantes deste blog, presentes e futuros não percam pitada do que se passa, é agora possível adicionar este blog ao Google Reader para que possa ser lido num qualquer smartphone Android ou iOs na aplicação Flipboard.
Assim da próxima vez que não sair para fotografar à noite, pode passar o tempo a ler o seu blog favorito em qualquer lugar e a qualquer hora. Se por acaso sair para fotografar, já sabe o que fazer enquanto espera por aquela longa exposição!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Janelas para o passado

Datada do Jurássico Inferior, a arriba fóssil de S. Pedro de Moel de origem calcária, é riquíssima no seu património fóssil, sendo possível observar facilmente fósseis de gastrópodes, amonites, tubículas e braquiópodes entre outros com mais de 190 milhões de anos. Grande parte desta arriba encontra-se em erosão e é ainda possível encontrar mais a Norte, fósseis de estromatólitos, estruturas criadas por cianobactérias, datadas do período Pré-câmbrico e que foram os primeiros organismos unicelulares a processar carbono e a produzir oxigénio há mais de 3500 milhões de anos. Janelas para o passado que merecem ser preservadas para o futuro.
S. Pedro de Moel, Marinha Grande

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Planeta nocturno

Acontece raramente mas acontece. Sair à noite com a máquina na mochila e ir sem saber bem o que fotografar. É ir um pouco à aventura sem agenda e sem uma espécie ou local definido. Por vezes há boas surpresas, por vezes não. Apesar de uma fantástica noite, o vento que soprava forte não ajudava para fazer algumas fotos a que a noite convidava. Acabei por parar perto de casa, e deitar um novo olhar sobre a costa.
Penedo da Saudade, Praia de S. Pedro de Moel

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ás pintas...

De volta ás nocturnas, são muitos os cogumelos que se encontram pela floresta. Os Amanita muscaria, possuem sempre uma grande atracção e são sempre um excelente motivo para fotografar.
Mata Nacional de Leiria

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Medronheiro


Mais conhecido nesta altura do ano por causa dos seus doces frutos, o medronheiro (Arbutus unedo) é um arbusto ou pequena árvore da família da urze (ericaceae). É frequente a sua presença em vários pinhais do País mas encontra-se em maior densidade nas Serras de Monchique e Caldeirão.
Mata Nacional de Leiria

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Plano B

Nas minhas várias saídas nocturnas no Alentejo em busca de algumas árvores monumentais, é frequente ter sempre um plano B. Nos estudos prévios que faço com o objectivo de fotografar árvores, nem sempre é fácil encontrar o que se quer, principalmente se ficarem a vários quilómetros do caminho ou estrada que uso. Na eventualidade do plano A falhar, estudo sempre outros locais de potencial interesse para que a viagem não seja em vão. Neste caso, acampei perto desta Anta para no dia seguinte ficar mais perto de uma árvore monumental. A humidade era enorme o que não permitiu uma exposição superior a uma hora.
Anta de S. Gens, Alpalhão, Portalegre

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nas teias da noite

Numa das minhas saídas nocturnas, encontrei esta Aranha-dos-jardins-angulosa, Araneus angulatus que construía a sua teia de enormes dimensões. A teia foi construída entre 2 árvores que distam cerca de 5m entre si. O feito demorou apenas 45 minutos e após a sua conclusão, a aranha colocou-se no centro. Um das defesas que possuía quando se soprava ligeiramente na teia, era abanar-se para a frente e para trás, talvez numa tentativa de afastar algum animal que pudesse danificar a sua construção. Durante três dias, construiu a teia sempre no mesmo sítio e à mesma hora.
Mata Nacional de Leiria

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A ver o mar!

Setembro, não me canso de o dizer, é o mês dos céus fantásticos e das belas cores do crepúsculo. Há já alguns meses que nada fazia de paisagem, por isso estava na hora de um passeio à beira mar, para cheirar o ambiente.
Praia de S. Pedro de Moel, Marinha Grande

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Visitante ocasional

Durante uma sessão de observação de borboletas nocturnas, de vez em quando as oportunidades fotográficas não estão no sujeito principal mas nos visitantes ocasionais que por ali vão passando. Foi o caso deste Opilião (Phalangium opilio) que se deslocava silenciosamente pelo solo até ser descoberto por um dos participantes. Para os menos atentos, o Opilião é da família dos aracnídeos mas não é uma aranha. São completamente inofensivos e alimentam-se de pequenos invertebrados. Não produzem seda nem constroem teia, caçando no solo da floresta durante a noite.
Mata Nacional de Leiria

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Entrevista Ciência 2.0

Fui recentemente entrevistado pelo site Ciência 2.0, um projecto de comunicação de ciência da Universidade do Porto. 12 perguntas sobre o meu trabalho como fotógrafo de natureza e sobre as fotografias nocturnas que faço e algumas fotografias mais recentes. Leia mais aqui.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dama da noite

A zona onde vivo é rica em fauna nocturna, encontrando-se por aqui a maior parte dos mamíferos de hábitos nocturnos que ocorrem em Portugal. Graças a um dos ribeiros menos poluídos do País e apesar da ocasional presença humana, o habitat torna-se ideal para suportar mamíferos como a Gineta (Genetta genetta). É um predador dotado de uma excelente visão nocturna e desloca-se em total silêncio. Durante os dois meses que passei em prospecção, preparação e a fotografá-la, observei o seu comportamento e os seus hábitos para melhor a fotografar. Longe de ficar contente com o que tenho, há mais trabalho a fazer e outros mamíferos na lista.
Mata Nacional de Leiria

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Grandes olhos azuis!

Com uns sinistros olhos azuis, um macho de Enallagma cyathigerum descansa durante a noite, imóvel a salvo de predadores. Este tipo de libélulas com o seu pequeno tamanho assemelham-se a um pequeno galho quando em posição de descanso, sendo descobertas na noite apenas pelo brilho das suas asas e o azul do seu corpo.
Lagoa da Saibreira, Mata Nacional de Leiria

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Quinteto em Flash maior

Uma brincadeira com luzes e sombras que andava para fazer há já algum tempo. O difícil foi fugir à luz para (eu) não aparecer na imagem mas com insistência lá se arranja maneira. A disposição das árvores é curiosa tal como o terreno limpo, apenas coberto de caruma e um ou outro galho numa zona onde não existe limpeza de mato.
Mata Nacional de Leiria

terça-feira, 3 de julho de 2012

Descanso nocturno

Activas durante as horas de maior calor durante o dia, as libélulas e libelinhas descansam quando as temperaturas estão mais baixas e mantém-se praticamente imóveis durante a noite, onde descansam longe dos locais que frequentam durante o dia, a salvo de predadores. São por vezes difíceis de fotografar devido à sua camuflagem e pequeno tamanho. Quando detectadas, continuam imóveis, esperando que o perigo passe. Fêmea de Enallagma cyathigerum.
Lagoa da Saibreira, Mata Nacional de Leiria

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Lanterna natural

Há já algum tempo que tentava fazer uma foto de pirilampos. Fotografá-los não é fácil e para ter resultados aceitáveis é preciso muita técnica e paciência. Tenho um fascínio enorme por estas criaturas. Consigo passar horas a observá-las e todos os anos repito a dose.
Apesar de ainda não haver grandes conclusões, a população mundial de pirilampos encontra-se em declínio sendo uma das principais causas a poluição luminosa. A título de curiosidade, apenas os machos voam enquanto as fêmeas se mantém num ramo, folha ou flor, emitindo um sinal luminoso para atrair os machos. Na sua generalidade, os adultos não se alimentam podendo nalguns casos apenas ingerir pólen. As larvas são carnívoras predando outros insectos, lesmas e caracóis. A Mata Nacional de Leiria ainda é um bom local para a observação que pode ser feita durante os meses de Maio e Junho mas já se nota uma diminuição na população de ano para ano.
Durante a criação desta imagem nenhum pirilampo foi maltratado, tendo sido todos libertados sãos e salvos!
Mata Nacional de Leiria

sábado, 9 de junho de 2012

Urze branca

Urze branca (Erica arborea) ao fim da tarde. Aquele pequeno ponto branco no céu é o planeta Vénus.
Serra da Freita