segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ás pintas...

De volta ás nocturnas, são muitos os cogumelos que se encontram pela floresta. Os Amanita muscaria, possuem sempre uma grande atracção e são sempre um excelente motivo para fotografar.
Mata Nacional de Leiria

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Medronheiro


Mais conhecido nesta altura do ano por causa dos seus doces frutos, o medronheiro (Arbutus unedo) é um arbusto ou pequena árvore da família da urze (ericaceae). É frequente a sua presença em vários pinhais do País mas encontra-se em maior densidade nas Serras de Monchique e Caldeirão.
Mata Nacional de Leiria

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Plano B

Nas minhas várias saídas nocturnas no Alentejo em busca de algumas árvores monumentais, é frequente ter sempre um plano B. Nos estudos prévios que faço com o objectivo de fotografar árvores, nem sempre é fácil encontrar o que se quer, principalmente se ficarem a vários quilómetros do caminho ou estrada que uso. Na eventualidade do plano A falhar, estudo sempre outros locais de potencial interesse para que a viagem não seja em vão. Neste caso, acampei perto desta Anta para no dia seguinte ficar mais perto de uma árvore monumental. A humidade era enorme o que não permitiu uma exposição superior a uma hora.
Anta de S. Gens, Alpalhão, Portalegre

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nas teias da noite

Numa das minhas saídas nocturnas, encontrei esta Aranha-dos-jardins-angulosa, Araneus angulatus que construía a sua teia de enormes dimensões. A teia foi construída entre 2 árvores que distam cerca de 5m entre si. O feito demorou apenas 45 minutos e após a sua conclusão, a aranha colocou-se no centro. Um das defesas que possuía quando se soprava ligeiramente na teia, era abanar-se para a frente e para trás, talvez numa tentativa de afastar algum animal que pudesse danificar a sua construção. Durante três dias, construiu a teia sempre no mesmo sítio e à mesma hora.
Mata Nacional de Leiria

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A ver o mar!

Setembro, não me canso de o dizer, é o mês dos céus fantásticos e das belas cores do crepúsculo. Há já alguns meses que nada fazia de paisagem, por isso estava na hora de um passeio à beira mar, para cheirar o ambiente.
Praia de S. Pedro de Moel, Marinha Grande

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Visitante ocasional

Durante uma sessão de observação de borboletas nocturnas, de vez em quando as oportunidades fotográficas não estão no sujeito principal mas nos visitantes ocasionais que por ali vão passando. Foi o caso deste Opilião (Phalangium opilio) que se deslocava silenciosamente pelo solo até ser descoberto por um dos participantes. Para os menos atentos, o Opilião é da família dos aracnídeos mas não é uma aranha. São completamente inofensivos e alimentam-se de pequenos invertebrados. Não produzem seda nem constroem teia, caçando no solo da floresta durante a noite.
Mata Nacional de Leiria

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Entrevista Ciência 2.0

Fui recentemente entrevistado pelo site Ciência 2.0, um projecto de comunicação de ciência da Universidade do Porto. 12 perguntas sobre o meu trabalho como fotógrafo de natureza e sobre as fotografias nocturnas que faço e algumas fotografias mais recentes. Leia mais aqui.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dama da noite

A zona onde vivo é rica em fauna nocturna, encontrando-se por aqui a maior parte dos mamíferos de hábitos nocturnos que ocorrem em Portugal. Graças a um dos ribeiros menos poluídos do País e apesar da ocasional presença humana, o habitat torna-se ideal para suportar mamíferos como a Gineta (Genetta genetta). É um predador dotado de uma excelente visão nocturna e desloca-se em total silêncio. Durante os dois meses que passei em prospecção, preparação e a fotografá-la, observei o seu comportamento e os seus hábitos para melhor a fotografar. Longe de ficar contente com o que tenho, há mais trabalho a fazer e outros mamíferos na lista.
Mata Nacional de Leiria

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Grandes olhos azuis!

Com uns sinistros olhos azuis, um macho de Enallagma cyathigerum descansa durante a noite, imóvel a salvo de predadores. Este tipo de libélulas com o seu pequeno tamanho assemelham-se a um pequeno galho quando em posição de descanso, sendo descobertas na noite apenas pelo brilho das suas asas e o azul do seu corpo.
Lagoa da Saibreira, Mata Nacional de Leiria

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Quinteto em Flash maior

Uma brincadeira com luzes e sombras que andava para fazer há já algum tempo. O difícil foi fugir à luz para (eu) não aparecer na imagem mas com insistência lá se arranja maneira. A disposição das árvores é curiosa tal como o terreno limpo, apenas coberto de caruma e um ou outro galho numa zona onde não existe limpeza de mato.
Mata Nacional de Leiria

terça-feira, 3 de julho de 2012

Descanso nocturno

Activas durante as horas de maior calor durante o dia, as libélulas e libelinhas descansam quando as temperaturas estão mais baixas e mantém-se praticamente imóveis durante a noite, onde descansam longe dos locais que frequentam durante o dia, a salvo de predadores. São por vezes difíceis de fotografar devido à sua camuflagem e pequeno tamanho. Quando detectadas, continuam imóveis, esperando que o perigo passe. Fêmea de Enallagma cyathigerum.
Lagoa da Saibreira, Mata Nacional de Leiria

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Lanterna natural

Há já algum tempo que tentava fazer uma foto de pirilampos. Fotografá-los não é fácil e para ter resultados aceitáveis é preciso muita técnica e paciência. Tenho um fascínio enorme por estas criaturas. Consigo passar horas a observá-las e todos os anos repito a dose.
Apesar de ainda não haver grandes conclusões, a população mundial de pirilampos encontra-se em declínio sendo uma das principais causas a poluição luminosa. A título de curiosidade, apenas os machos voam enquanto as fêmeas se mantém num ramo, folha ou flor, emitindo um sinal luminoso para atrair os machos. Na sua generalidade, os adultos não se alimentam podendo nalguns casos apenas ingerir pólen. As larvas são carnívoras predando outros insectos, lesmas e caracóis. A Mata Nacional de Leiria ainda é um bom local para a observação que pode ser feita durante os meses de Maio e Junho mas já se nota uma diminuição na população de ano para ano.
Durante a criação desta imagem nenhum pirilampo foi maltratado, tendo sido todos libertados sãos e salvos!
Mata Nacional de Leiria

sábado, 9 de junho de 2012

Urze branca

Urze branca (Erica arborea) ao fim da tarde. Aquele pequeno ponto branco no céu é o planeta Vénus.
Serra da Freita

terça-feira, 29 de maio de 2012

Um remake

Há cerca de 4 anos, fiz uma imagem (aqui) da Pedra do Guilhim e das Pedras do Leme na Nazaré, que na altura até me parecia bem. No momento não fiquei muito contente com a imagem mas já ia no 3º dia e sem resultados satisfatórios. Ora eram barcos de pesca a passar, ou havia nuvens ou o nevoeiro era mais denso ou era até mesmo a linha de um pescador que entrava na composição. Registei mentalmente a necessidade de voltar a fazer a foto, quando as condições fossem mais favoráveis.
Volvido todo este tempo, tive a oportunidade de refazer a imagem com exactamente a mesma composição. Quanto à técnica e equipamento, isso mudou e muito.
Pedra do Guilhim, Nazaré

sábado, 12 de maio de 2012

O Fantasma da Mizarela

Por vezes quando se anda a fotografar de noite e mesmo após algum reconhecimento diurno, apesar de breve, são escassos os locais que podem apresentar algum potencial. Quando esses locais se tornam banais ou desinteressantes, é necessário puxar pela imaginação para conseguir algo que seja minimamente interessante. Numa saída nocturna com um amigo fotógrafo, estas ruínas daquilo que penso ter sido um antigo posto fiscal, tornaram-se num motivo interessante pela presença de uma figura humana, pela modelação da luz e pelo sentido de direcção das nuvens.
Em fotografia nocturna por vezes interessa mais o que fazemos com os motivos do que o próprio motivo em si.
Mizarela, Serra da Freita

domingo, 6 de maio de 2012

Floresta by night

Na zona dunar de protecção, raros são os pinheiros que atingem proporções normais. Quando as condições são adversas, tais como vento e fraca qualidade do solo, os pinheiros com perto de 100 anos possuem o aspecto de um pinheiro com 20 ou 30 anos. Tal como os conhecidos pinheiros serpente, estes servem apenas de fixadores de solo, já que a sua forma não é viável para produção de madeira.
Mata Nacional de Leiria, Marinha Grande

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Dunas

Gosto de fazer passeios pelas dunas durante a noite, principalmente nos dias em que a Lua está presente e a humidade é baixa. São boas oportunidades para ver alguma da fauna nocturna e para limpar as ideias.
Dunas da Mata Nacional de Leiria

quarta-feira, 25 de abril de 2012


No próximo sábado, 28 de Abril, irei estar presente no Centro de Ciência Viva da Floresta para mais uma apresentação do projecto Gigantes da Floresta e desta vez com uma descrição do trabalho e das técnicas envolvidas para fotografar árvores. A não perder!

domingo, 8 de abril de 2012

Ripado móvel

Recorrendo à técnica do "ripado-móvel" com vista à fixação das areias do litoral da Mata Nacional de Leiria, foi construído em finais de Séc. XIX, princípios do Sec. XX o cordão dunar existente nos nossos dias. Este tipo de humanização da paisagem, foi de uma importância enorme pois criou a oportunidade para o aparecimento de adaptações no ecossistema da floresta litoral, resultando hoje na existência de endemismos florísticos e habitats naturais classificados pela directiva habitats.
Hoje em dia é possível ver nalguns locais específicos, os restos deste ripado, testemunhos de uma obra invulgar e notável da engenharia florestal.
Dunas da Mata Nacional de Leiria, Marinha Grande

domingo, 1 de abril de 2012

Saudades

Comum no litoral desde o Cabo Mondego e até à região de Cascais, a Flor-da-saudade (Armeria welwitschii) é um endemismo nacional que ao longo dessa estreita faixa de costa, possui várias subespécies. Uma delas é a existente na zona de S. Pedro de Moel. Apesar de parecer comum entre os meses de Março e Julho, encontra-se ameaçada pela invasão do Chorão-das-praias (carpobrotus edulis) e pela pressão humana nas zonas dunares.
S. Pedro de Moel, Marinha Grande