Gosto de fazer passeios pelas dunas durante a noite, principalmente nos dias em que a Lua está presente e a humidade é baixa. São boas oportunidades para ver alguma da fauna nocturna e para limpar as ideias.Dunas da Mata Nacional de Leiria
Gosto de fazer passeios pelas dunas durante a noite, principalmente nos dias em que a Lua está presente e a humidade é baixa. São boas oportunidades para ver alguma da fauna nocturna e para limpar as ideias.
Recorrendo à técnica do "ripado-móvel" com vista à fixação das areias do litoral da Mata Nacional de Leiria, foi construído em finais de Séc. XIX, princípios do Sec. XX o cordão dunar existente nos nossos dias. Este tipo de humanização da paisagem, foi de uma importância enorme pois criou a oportunidade para o aparecimento de adaptações no ecossistema da floresta litoral, resultando hoje na existência de endemismos florísticos e habitats naturais classificados pela directiva habitats.
Comum no litoral desde o Cabo Mondego e até à região de Cascais, a Flor-da-saudade (Armeria welwitschii) é um endemismo nacional que ao longo dessa estreita faixa de costa, possui várias subespécies. Uma delas é a existente na zona de S. Pedro de Moel. Apesar de parecer comum entre os meses de Março e Julho, encontra-se ameaçada pela invasão do Chorão-das-praias (carpobrotus edulis) e pela pressão humana nas zonas dunares.
Mais conhecido por Arco do triunfo, o Arco da Etoile (estrela, em francês) é um monumento ao império napoleónico e onde se encontram inscritas as batalhas vitoriosas de Napoleão Bonaparte e o nome dos seus generais. O nome de Etoile deve-se ao facto de se encontrar no cruzamento de várias avenidas, sendo a mais importante a Avenida dos Campos Elísios. A vista do topo é grandiosa e ainda mais espectacular durante a noite.
A fotografia nocturna é por definição a fotografia que se faz no período compreendido entre o pôr e nascer do sol. Esta categoria pode-se subdividir em duas zonas: nocturna e crepuscular. Neste caso, a foto foi feita no momento exacto em que o sol se pôs, indicado o inicio da actividade dos fotógrafos que fazem da noite o motivo das suas fotos.
Confesso que uma das zonas que mais admiro na costa portuguesa, é a que engloba as praias de S. Pedro de Moel na Marinha Grande. Os fins de tarde em baixa-mar são os ideais para observar todas as formações rochosas que ficam fora de água. E depois do sol se pôr, parece que a costa ganha mais beleza.
Celebraram-se no passado dia 15 de Fevereiro, os 100 anos de existência do farol de S. Pedro de Moel. Entrou em funcionamento a 15 de Fevereiro de 1912 e entre o início de 1916 e o final de 1919, esteve desligado devido à primeira Grande Guerra. A potente luz que emite é gerada por uma lâmpada de apenas 1000 Watts! É um dos faróis mais altos de Portugal Continental com 32m de altura.
No limite do Parque Natural de Montesinho, já bem perto da fronteira com Espanha e junto à barragem de maior altitude do País, encontra-se a Serra Serrada com mais de 1300m de altitude e onde os Invernos são extremamente rigorosos.
Durante os meses de Verão, areia foi algo que faltou e muito nas praias de S. Pedro de Moel. São apontadas várias razões mas na altura equacionou-se se esta alguma vez iria voltar. Volvidos 6 meses, o ciclo natural das marés e correntes e toda a dinâmica costeira devolveu a areia onde fazia mais falta. Volta a beleza e a vontade de caminhar à beira mar.
Os rastos de estrelas vistos de dentro do pinhal.
Esculpidas pelos ventos, água e temperaturas extremas, as rochas de granito erodidas pelos elementos mantêm um delicado equilíbrio na Serra Serrada, no Parque Natural de Montesinho.
A Urze durante a noite, em todo o seu esplendor.
A composição é, pelo menos para mim, o aspecto que mais peso possui numa foto. Vários elementos devem ser sempre considerados pois a composição, para além da regra dos terços possui outras que em muito contribuem para o impacto de uma foto: o equilíbrio dos elementos que compõem uma foto, a cor, as linhas que nos guiam o olhar, a simetria e os padrões, o ponto de vista, o fundo, a focagem, a profundidade de campo e em muitos casos a experimentação. Procuro várias vezes quebrar as regras da composição, tentando reproduzir alguns dos pontos de vista usado pelos mais variados mestres da pintura. Neste caso usei a linha criada pelo arrasto da Lua durante 50 min. para criar uma linha guia que leve o olhar de um canto ao outro da foto. Existem alguns elementos de simetria propositadamente deslocados para a esquerda, compensando assim o equilíbrio entre luz e sombra. As formas equilibram-se no conjunto, tal como a luz. Piet Mondrian era um mestre do equilíbrio entre formas e cor. Ver também é aprender.
Mais visíveis durante a noite, especialmente em noites chuvosas, os Sapos-comuns são muitas vezes vítimas de atropelamento dos condutores mais incautos. Para isso não ajuda a posição estática que adoptam quando se encontram debaixo da luz intensa dos faróis dos carros, assemelhando-se a uma folha morta. Durante a primavere o o Outono, na tentativa de chegarem aos locais de reprodução, junto de grandes poças ou cursos de água, muitos morrem antes de conseguir garantir a próxima geração. Tal como todas as criaturas, o sapo-comum é igualmente vital ao equilíbrio natural e apesar de não ser uma espécie ameaçada, interessa proteger e preservar. Da próxima vez que conduzir em noites de chuva em estradas perto de zonas húmidas, tenha mais atenção e circule mais devagar.
Apesar de um domingo cheio de trovoada, esta aconteceu na sua maior parte durante o dia, oferecendo a quem gosta um espectáculo ímpar. Passei quase todo o dia a observá-la e a tentar fazer algumas imagens diferentes. Mas fotografar relâmpagos durante o dia é mais um exercício de sorte do que qualquer outra coisa. Após a frustração do dia ainda receei que acabasse o espectáculo durante a noite o que acabou por não acontecer. Com a chuva intensa que ia caindo aqui e acolá (mais aqui do que acolá), e entre montar e desmontar máquinas dos tripés lá deu para ir fazendo uma ou outra foto.
Todos nós temos um lugar favorito onde gostamos de estar e de passar algum tempo. Para mim este é o lugar, onde os pinheiros crescem mais distanciados uns dos outros, o chão está repleto de líquenes, briófitas, arbustos rasteiros, e o mar ouve-se ao longe, apenas interrompido ocasionalmente pelo piar de uma Coruja-do-mato. Um lugar tranquilo para apreciar e registar de vez em quando.