Em noites amenas, com humidade e Lua, as condições apresentam-se ideias para observar caracóis. Possuem uma concha calcária e respiram por um pulmão. São hermafroditas (possuem os dois sexos) mas incompletos, necessitando de um parceiro para realizar a cópula e fecundar os ovos.
Mata Nacional de Leiria, Marinha Grande
Dias de céu limpo têm sido raros em pleno Agosto junto à costa oeste. E nos dias em que isso acontece, a humidade atinge os 95% ou o nevoeiro prevalece até ao nascer do Sol. Para uma foto nocturna de rastos de estrelas é conveniente que a humidade se mantenha nos 70% ou abaixo disso. Pelas previsões sabia que iria estar um ou dois dias com uma humidade relativa baixa, dependendo da direcção do vento. Aproveitei os dias anteriores para estudar o local e o enquadramento. Quando o dia chegou foi só montar o equipamento e esperar duas horas pela foto. Por vezes as situações não estão a nosso favor. Só temos é de as tornar mais favoráveis e aproveitar o que nos oferecem. Saber esperar é uma virtude!
Mata Nacional de Leiria, Marinha Grande
Neblinas no Pinhal do Rei. Quando as condições não são as ideais para fazer uma foto, usa-se as que se apresentam para se poder fazer outra.
Mata Nacional de Leiria, Marinha Grande
Fui recentemente entrevistado pela Associação de Fotografia de Natureza - Natugrafia.com
11 perguntas sobre o meu trabalho onde falo de fotografia nocturna, sobre o projecto dos Gigantes da Floresta e o seu desenvolvimento, estórias que vão acontecendo e alguns dos melhores locais para fotografar à noite.
No seguimento de outras entrevistas feitas a fotógrafos de Natureza, agora foi a minha vez.
Leia mais aqui.
Cavernas calcárias criadas por erosão.
Praia do Norte, Nazaré
Grupos isolados de pinheiros que resistiram aos fogos de 2003. Esperemos que este ano nada de grave aconteça.
Mata Nacional de Leiria, Marinha Grande
Numa zona onde há 30 anos abundavam as barracas e outras construções ilegais, contribuindo para a degradação das dunas, existe hoje um habitat dunar natural e povoado por espécies autóctones. O seu contributo é de uma extrema importância na fixação das dunas funcionando como primeira linha de defesa contra o vento, o avanço do mar e a própria areia. São vários os tipos de vegetação dunar que ocorrem em duna primária: a Assembleia-das-areias (Iberis procumbens) e o Estorno (Ammophila arenaria) são apenas uma pequena amostra das mais de 17 espécies que aqui podem ser encontradas.
Samouco, Dunas da Mata Nacional de Leiria
Praia da Concha, S. Pedro de Moel
Silhuetas após o pôr-do-sol
Mata Nacional de Leiria
O problema de se seguir uma tempestade é que nada é previsível. Em fenómenos atmosféricos deste tipo, as condições atmosféricas mudam constantemente, alterando o percurso inicial da tempestade. Por questões de segurança, deve ser sempre mantida uma distância aceitável ao núcleo da trovoada, sendo esta mais segura se estivermos pelo menos a 10km do seu centro. A busca por imagens nem sempre é satisfatória. São coisas deixadas um pouco ao acaso de acordo com o local que se encontra. Após ter saído de casa no início da trovoada, acabei por fazer 200 km numa noite para conseguir apenas uma foto aceitável, 4 horas depois de ter começado.
Ilha da Murraceira, Figueira da Foz
Amendoeiras em Flor - Flowering Almond Trees
Aldeia de Almofala, Parque Natural do Douro Internacional
Mais uma moldura
Ponto da Crastinha, Mata Nacional de Leiria
Muros de protecção das raízes de Oliveiras - Containment walls for the roots of Olive trees
Escalhão, Parque Natural do Douro Internacional
Estive nos últimos dias no Alentejo a fotografar para o projecto Gigantes da Floresta. Esta é a altura do ano em que mais gosto de me deslocar ao Sul. O ar está perfumado e as temperaturas são as mais agradáveis para esta altura do ano. Como faço em todas as minhas viagens e para que tudo corra bem, planeio ao pormenor todas as deslocações, os locais onde tenho de ir, as horas, as refeições, o local ou locais onde dormir, a posição da Lua, a hora do nascer e pôr do Sol, etc. Mas caso alguma coisa corra mal, é sempre útil ter um plano de contingência. Marco sempre locais extra, caso não seja possível aceder a determinados zonas programadas inicialmente ou não encontre o que pretendo. Dá sempre jeito, porque em alguns casos são as únicas coisas que temos para fotografar.
Fernando e Passos, Avis
São apenas 3 os postos de vigia ainda no activo na Mata Nacional de Leiria: Ponto do Facho, Ponto Novo e Ponto da Crastinha. Originalmente, quando foram construídos em 1936, todos possuíam uma casa de apoio onde os vigilantes residiam durante o período em que os postos funcionavam. Hoje apenas funcionam as torres de vigia, sendo que apenas uma possui ainda a casa original, ainda que seja apenas uma memória de outros tempos.
A sua construção em alvenaria provou a resistência ao tempo. São um marco na paisagem e um elemento cénico na floresta servindo de miradouro aos muitos que os procuram mas também para observação astronómica.
Posto de vigia da Crastinha, Mata Nacional de Leiria, Marinha Grande
No topo das arribas de S. Pedro de Moel.
S. Pedro de Moel, Marinha Grande
Olival na Fórnea
Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros
Numa rara noite em que vários factores se conjugaram: maré baixa, Lua no perigeu e a iluminação da marginal de S. Pedro de Moel, desligada!
Praia da Concha, S. Pedro de Moel
Amendoeiras em flor
Parque Natural do Douro Internacional
Apenas uma brincadeira!